Consertar os objetos que já tenho: agora ou nunca

Escrito por: Fernanda Marinho

Sabe quando alguma coisa estraga – uma blusa que soltou um botão, a bateria de um relógio que acabou, um mp3 player que parou de funcionar – e a gente deixa no armário, ali no canto, se prometendo que em breve vai levá-la para consertar?

E assim se passam dias, semanas e meses. Aquela coisa ocupando espaço e constantemente nos lembrando que temos que levar pro conserto, nos fazendo pensar como a gente sempre tem coisa para resolver e nunca acabam as pendências e ó vida cruel – mas continuamos enrolando.

Já vivi isso inúmeras vezes, e uma das decisões que tomei com o minimalismo é que nunca mais.

Assim que algo quebra ou estraga, a primeira coisa que penso é se eu preciso mesmo daquilo. Pode ser um bom momento para eu desapegar. Se a resposta for que não, ótimo. Já coloco para doação ou no lixo. Se realmente eu uso o objeto, aí vem a segunda análise. Vale a pena consertar? Em alguns casos, o preço e/ou os esforços são tão grandes que é melhor abrir mão da coisa ou comprar uma nova. Nesse caso, novamente, lixo ou doação.

relógios e colar para consertarTudo isso considerado e eu ainda quero consertar o objeto? Então tenho que fazer isso o mais rápido possível, para evitar a situação do início do post. Deixo o objeto em cima da mesa, para eu lembrar sempre que olhar para ele que eu preciso resolver aquilo, e anoto a pendência na minha lista.

Quando escrevi esse post no blog antigo, achei que era uma das situações que eu não ia viver mais. Mas o tempo passa, a gente relaxa… Quando fui escrever o post sobre o desapego de bijuterias, reparei que só ali já tinham três objetos precisando de conserto: dois relógios sem bateria e um colar com a presilha estragada. Não sei nem falar há quanto tempo estão assim. Mas de agora não passam.

Vou usar essa nova rodada de desapego para ir resolvendo esse tipo de situação também.

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6 Comentários

  1. Adriana disse:

    Final do ano passado e neste tive algumas coisas que estragaram, como a máquina de lavar (vendemos notificando do defeito ao comprador, que ciente retirou ela daquele jeito), uma bicicleta ergométrica (idem, com defeito, informando este previamente ao comprador), meu ultrabook no final do ano passado resolveu não ligar mais, aí nesse caso, com raiva, comprei outro e deixei aquele guardado até ver o que ia fazer, quando retornei e tendo mais opções de analisar o problema, resolvi eu mesma fazer um teste simples, usando um pendrive com linux para dar o boot, e não é que rodou tudo perfeito, som, imagem, internet wi-fi, tudo funcionava perfeitamente, então quando viajei comprei um SSD fora que custou algo em torno de 45 dólares, coloquei nele e ficou melhor que o novo, mais rápido e de quebra os problemas que antes de estragar se tornavam aparente como a data, a bateria não durar, lento pra carregar, mudou tudo, ficou muito rápido, mas como estava com dois, dai vendi ele por um preço normal e justo e não precisei vender a preço de banana por estar com problema e nem gastar pra identificarem e consertarem, que uma vez uma colega pagou uma fortuna para simplesmente trocarem o Hd do dela, eu até pensei em ajudar no caso, mas como ela era muito chata, deixei pagar, nem me meti 🙂 , e fora o ar condicionado do meu quarto que também estragou e mandei arrumar fazendo orçamento grátis e cogitando comprar no caso um usado funcionando, mas ficou mais barato o conserto, no meu carro também, eu estava a fim de trocar e estragou o ar condicionado, mas o lado bom da crise é que a gente freia verdadeiras loucuras, pois ia ficar pagando sei lá quanto tempo uma coisa, podia ser mais bonito, mas o meu estava ótimo, só com o ar estragado, mas custei pra achar um que consertasse, acho que como criou-se o hábito de irmos para o caminho mais fácil, digamos, usando crédito, o número de pessoas realmente conhecedoras para consertar as coisas diminuiu, nesse caso eu sofri e fui em uns 2 lugares (sendo que liguei pra uns 5), pra depois achar um que por um valor até justo deixou uma geladeira meu carro. Ah, e tv velha, no caso em meu apto onde é minha cidade (trabalho e moro em outra por enquanto) e não tem hdmi, comprei um aparelhinho na internet pela china que faz o av virar hdmi, e com isso notebook rodar ali, o google chromecast também, sem contar o aparelho de tv digital aberta, ficou perfeito pro pouco que se usa ela e sem gastar com outra. E conheço gente que já tinha tv nova, mas que não tinha tv digital (um aparelho de tv digital é uns 100 e poucos só) e a pessoa trocou a tv toda ao invés de comprar o aparelho que é baratinho e uma antena, não dá 150 tudo, mas certamente nem todo mundo pensa igual e preferem fazer isso, eu não, quanto menos precisar gastar melhor, principalmente aproveitando o que se tem, consertando, arrumando, etc.

    1. Oi, Adriana! Você foi ainda mais eficiente do que eu nos consertos. Resolveu o problema e ainda conseguiu um dinheirinho com isso. Bom demais! (E realmente consertar computador com terceiros fica super caro). Tenho reparado mesmo que tem sido cada vez mais difícil achar gente que conserta as coisas, porque as pessoas gostam tanto de comprar que aproveitam qualquer oportunidade para isso. Elas acham mais fácil e mais prazeroso. E vão se endividando… Eu concordo demais com você. Também prefiro sempre aproveitar o que eu já tenho do que gastar inutilmente. Claro que em alguns casos pode não valer a pena consertar, sendo melhor comprar novo; mas acho que é minoria, viu? Parabéns! 🙂

      1. Adriana disse:

        Obrigada Fernanda, juntas vamos trocando ideias de como viver melhor sem ser refém de consumo exagerado e imposições que não fazem sentido. Pra teres uma ideia somos tão condicionados a comprar coisa nova que uma vez cheguei em uma vizinha com o meu tênis que já tinha há algum tempo, mas o cordão dele era rosa e eu não gostava muito por não combinar com tudo que é roupa, dai um dia comprei de vendedor da rua um cadarço preto e troquei, paguei R$ 2,00 pelo cadarço, coloquei no meu tênis e estava na vizinha com esse tênis, ela “Tênis novo, onde comprou, quanto pagou, eu quero” rs.

  2. Anne Carvalho disse:

    Essas coisinhas a fazer sempre acabam acumulando mesmo… impressionante. Tô há mais de um ano ( :O ) com umas roupas precisando fazer pequenas costuras. Algumas estão aguardando desde então pra poderem voltar a ser usadas, e outras eu tenho usado com buracos mesmo…
    Esse post me inspirou, hoje de noite vou arrumar todas!!

    1. Que ótimo, Anne! Arruma mesmo! Depois da mudança, eu também mandei fazer bainha em 3 calças que não estava usando por isso. E praticamente ganhei 3 calças novas. Olha que maravilha!

  3. Thais disse:

    Isso acontece comigo com coisas pra costurar (roupas com pequenos furos e coisas assim). Eu vou empilhando no quarto vazio, onde temos só a gaiola dos ratos. Como ali não incomoda mto, eu vou deixando, mas acabo ficando um pouco agoniada toda vez q vejo. Com bijous eu acabei desenvolvendo o hábito de “arruma agora ou lixo” com mais facilidade, não tenho tanto problema. Com coisas de bateria, qdo eu não jogo fora, tenho uma técnica infalível: dou na mão da minha avó, q mora aqui pertinho, e em menos de uma semana ela me traz tudo consertado, rs…

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